domingo, 10 de outubro de 2010

Jantar 2010

Este ano alguém se candidata a organizar o jantar de família? É que eu estou demasiado pesada e não consigo fazê-lo. Bjs Cristina

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Abandonado

Seja de uma pessoa, de um animal ou mesmo de um objecto, o abandono é sempre cruel. E quando se trata de um blogue, esse abandono torna-se por demais chocante, pois vemo-lo ali, triste, só. Todos os dias o abrimos e nada, nem uma frase nova, uma palavra, uma letrinha que seja, para alegrar a alma. Apenas o vazio e o bolor dos textos lidos e relidos milhentas vezes. O tédio instala-se. A tristeza sufoca. A solidão oprime. Sentimos o gélido inverno polar, mesmo que estejamos em pleno areal de Matosinhos num domingo de agosto (pudera, com esta ventania).
Por isso, ponho-me de joelhos aos vossos pés (já os lavaram?) e suplico que teclem alguma coisinha enquanto me encontro em licença sabática como escrevedor de blogues. Não deixem morrer o bichinho.
Combinado?

PS - Estive este tempo todo à espera que a nossa mamã o anunciasse publicamente, mas como não o fez, vou soltar a língua: a Cristina está... Gémeos?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Entrevista ao A H das N - parte II

Finalmente vou conseguir entrevistar o Abominável Homem das Neves!
Acabei de ser assaltado, e não foi por um bando de rufias qualquer, daqueles bem falantes, de gravatinha, que costumamos ver na televisão a rondar algumas sedes partidárias - ou serão todas? Não! Isto foi ainda mais complicado. Fui assaltado por uma interrogação. Ah , vocês não sabem? As interrogações não são de se fiar, não senhor. Ainda no outro dia um vizinho contou-me que o primo da sobrinha, que por acaso é filho dele, também tinha sido assaltado. Não é que estava o rapaz, muito tranquilamente a escrever uma cartita de apresentação para um emprego, quando veio uma interrogação e záz, lá se foi uma frase inteirinha, logo aquela em que ele ia dizer... bem, não interessa o que ele ia dizer.
Estava eu a falar que tinha sido vítima duma interrogação. Na verdade, surgiu a dúvida: como é que vou interpelar o entrevistado?
- Ó Senhor Abominável Homem das Neves, será... ou então, Sr. Abominável, dá-me..., ou ainda, Sr. Homem, posso...
É uma questão muito pertinente, não acham? Podia tratá-lo simplesmente por Sr. Neves. Mas Abominável também não fica nada mal, até é um nome simpático. Se bem que os paizinhos dele podiam tê-lo baptizado com outro nome mais jeitoso, sei lá, Asqueroso, Repelente (se bem que este fica melhor nos insectos), Horroroso, Assustador (estes últimos já são mais fraquitos, devo reconhecer).
Vou aproveitar, enquanto espero pelo autocarro 009, que, ao que parece, pára mesmo pertinho da casa dele, para pensar no assunto.
Até daqui a um bocadinho.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

E chegou mais um

Ôi pessoau, tudo bem com vocêsss?
Espero que tenham descansado desta minha longa ausência. Aproveitaram este tempo para colocar a vossa paciência no refrigerador? É que estou de volta...
Não sei se já sabem a novidade, mas a nossa família tem mais um membro. É verdade! O nosso tio António ganhou mais um bom motivo de interesse e uma saborosa dor de cabeça, isto é, um bisneto. É o filho (ou filha?) do filho da Zita - e da sua nora, claro. Peço desculpa pela confusão, mas a minha cabeça não está nada boa para pormenores. Enfim, o que importa mesmo é que somos cada vez mais e melhores. Seria interessante se os pais inserissem aqui uma foto do rebento, para ficarmos a conhecê-lo. Muitos parabéns aos pais e ao bebé.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Não sei se foi por estar impregnado pelo espírito de concórdia e do amor - afinal anteontem foi o Dia Mundial da Paz - ou se apenas o efeito do Möet & Chandon, o certo é que despertei naquele dia com uma energia estranha, disposto a enfrentar este Ano Novo numa onda muito zen.
Ainda deitado abri, primeiro, o olho direito, mas fui obrigado a fechá-lo de imediato, pois fui encandeado pelo brilho resplandecente do sorriso da minha mulher que me chamava para tomar a refeição matinal (algum tempo depois achei que estava a mangar comigo, dado que já passava, e muito, do meio dia). A medo, fui abrindo muito lentamente o olho esquerdo para me habituar à ideia de que estava mesmo acordado. À medida que a luz do dia ia entrando no meu cérebro, também os meus ouvidos se abriam aos sons exteriores: um miar aqui, um chilrear acolá, um ladrar mais ao fundo... só faltava mesmo a música irritante da carrinha Family Frost. Mas era feriado e aquela família não deve ser só gelo.
Depois do almoço até vi, com a ajuda da minha filha, um arco-íris desenhado no céu. Sinal de que o espírito zen foi transversal a todos. Não consegui vislumbrar a totalidade das suas cores, mas acredito que estavam lá todas para mostrar-nos que a natureza é magnificamente bela, magnânima e que majestosamente consegue erguer pontes entre a tempestade e a bonança.
Se a natureza tem essa capacidade nós, seres humanos, logo, filhos directos dela, podemos usar esses predicados para transformar as nossas humanas fraquezas em forças e construir pontes de entendimento.
Não precisam de figurar no livro de recordes, nem atravessar rios larguíssimos. Bastam que sirvam de passagem, estreita que seja, para o coração de quem está mesmo aqui. Ao nosso lado.
Essa ponte será, estou certo, tão bonita e sólida como o arco-íris.