terça-feira, 26 de janeiro de 2010

E chegou mais um

Ôi pessoau, tudo bem com vocêsss?
Espero que tenham descansado desta minha longa ausência. Aproveitaram este tempo para colocar a vossa paciência no refrigerador? É que estou de volta...
Não sei se já sabem a novidade, mas a nossa família tem mais um membro. É verdade! O nosso tio António ganhou mais um bom motivo de interesse e uma saborosa dor de cabeça, isto é, um bisneto. É o filho (ou filha?) do filho da Zita - e da sua nora, claro. Peço desculpa pela confusão, mas a minha cabeça não está nada boa para pormenores. Enfim, o que importa mesmo é que somos cada vez mais e melhores. Seria interessante se os pais inserissem aqui uma foto do rebento, para ficarmos a conhecê-lo. Muitos parabéns aos pais e ao bebé.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Não sei se foi por estar impregnado pelo espírito de concórdia e do amor - afinal anteontem foi o Dia Mundial da Paz - ou se apenas o efeito do Möet & Chandon, o certo é que despertei naquele dia com uma energia estranha, disposto a enfrentar este Ano Novo numa onda muito zen.
Ainda deitado abri, primeiro, o olho direito, mas fui obrigado a fechá-lo de imediato, pois fui encandeado pelo brilho resplandecente do sorriso da minha mulher que me chamava para tomar a refeição matinal (algum tempo depois achei que estava a mangar comigo, dado que já passava, e muito, do meio dia). A medo, fui abrindo muito lentamente o olho esquerdo para me habituar à ideia de que estava mesmo acordado. À medida que a luz do dia ia entrando no meu cérebro, também os meus ouvidos se abriam aos sons exteriores: um miar aqui, um chilrear acolá, um ladrar mais ao fundo... só faltava mesmo a música irritante da carrinha Family Frost. Mas era feriado e aquela família não deve ser só gelo.
Depois do almoço até vi, com a ajuda da minha filha, um arco-íris desenhado no céu. Sinal de que o espírito zen foi transversal a todos. Não consegui vislumbrar a totalidade das suas cores, mas acredito que estavam lá todas para mostrar-nos que a natureza é magnificamente bela, magnânima e que majestosamente consegue erguer pontes entre a tempestade e a bonança.
Se a natureza tem essa capacidade nós, seres humanos, logo, filhos directos dela, podemos usar esses predicados para transformar as nossas humanas fraquezas em forças e construir pontes de entendimento.
Não precisam de figurar no livro de recordes, nem atravessar rios larguíssimos. Bastam que sirvam de passagem, estreita que seja, para o coração de quem está mesmo aqui. Ao nosso lado.
Essa ponte será, estou certo, tão bonita e sólida como o arco-íris.