quarta-feira, 25 de maio de 2011

Árvore Genealógica dos Neves

Há aproximadamente 1 ano, pedi que me enviassem alguns dados para preparar uma Árvore Genealógica. Lembram-se? Pois, calculo que não. Eu também já me tinha esquecido. Mas a grande novidade é que já não é preciso. Eu explico. Naquele tempo, comecei a construir a tal árvore e... parei por falta de tempo, de elementos e de vontade, confesso mea culpa.

Muito recentemente recomecei a tarefa e consegui ficar com a obra alinhavada. As informações que faltam ou a correcção das que já lá estão, poderão ser incluídas / feitas por cada um de nós. Para isso, basta receber o meu convite para membro, aceder ao site da nossa família e colaborar na construção da nossa árvore genealógica. Podem, e devem, juntar fotografias e informações que julguem interessantes.

Alguns membros da família têm um símbolo circular no canto superior esquerdo. Isso quer dizer que algumas das informações desse membro foram retiradas de outras árvores de que também fazem parte.

Já enviei alguns convites e irei continuar a fazê-lo. Também podem dar-me o vosso endereço electrónico para que o envie.

Não percam tempo! Comecem já a trabalhar na genealogia dos Neves e suas ramificações.

Jantar 2011

Foi no passado sábado (21) que tivemos mais um jantar da nossa família. O local era simpático, a comida boa (boa e pesada, pelo menos a julgar pela quantidade de cadeiras que sucumbiram ao peso dos seus ilustres utilizadores) a conversa animada, o cantor de serviço com voz bem afinada e os dançarinos... bem, esses estavam com uma pedalada que nem vou contar.

Pois é, foi bom mas acabou. Agora só para o ano que vem. Vamos lá ver se, apesar da crise, conseguimos ter mais quorum.

Comecem já a ensaiar as vossas habilidades, porque não podem ser sempre os mesmos a dar o corpo (e a voz) ao manifesto.

Beijinhos e abraços.


Post Scriptum: Estou ansioso para ver as fotografias deste jantar. Os fotógrafos que comecem já a postá-las aqui.

domingo, 10 de outubro de 2010

Jantar 2010

Este ano alguém se candidata a organizar o jantar de família? É que eu estou demasiado pesada e não consigo fazê-lo. Bjs Cristina

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Abandonado

Seja de uma pessoa, de um animal ou mesmo de um objecto, o abandono é sempre cruel. E quando se trata de um blogue, esse abandono torna-se por demais chocante, pois vemo-lo ali, triste, só. Todos os dias o abrimos e nada, nem uma frase nova, uma palavra, uma letrinha que seja, para alegrar a alma. Apenas o vazio e o bolor dos textos lidos e relidos milhentas vezes. O tédio instala-se. A tristeza sufoca. A solidão oprime. Sentimos o gélido inverno polar, mesmo que estejamos em pleno areal de Matosinhos num domingo de agosto (pudera, com esta ventania).
Por isso, ponho-me de joelhos aos vossos pés (já os lavaram?) e suplico que teclem alguma coisinha enquanto me encontro em licença sabática como escrevedor de blogues. Não deixem morrer o bichinho.
Combinado?

PS - Estive este tempo todo à espera que a nossa mamã o anunciasse publicamente, mas como não o fez, vou soltar a língua: a Cristina está... Gémeos?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Entrevista ao A H das N - parte II

Finalmente vou conseguir entrevistar o Abominável Homem das Neves!
Acabei de ser assaltado, e não foi por um bando de rufias qualquer, daqueles bem falantes, de gravatinha, que costumamos ver na televisão a rondar algumas sedes partidárias - ou serão todas? Não! Isto foi ainda mais complicado. Fui assaltado por uma interrogação. Ah , vocês não sabem? As interrogações não são de se fiar, não senhor. Ainda no outro dia um vizinho contou-me que o primo da sobrinha, que por acaso é filho dele, também tinha sido assaltado. Não é que estava o rapaz, muito tranquilamente a escrever uma cartita de apresentação para um emprego, quando veio uma interrogação e záz, lá se foi uma frase inteirinha, logo aquela em que ele ia dizer... bem, não interessa o que ele ia dizer.
Estava eu a falar que tinha sido vítima duma interrogação. Na verdade, surgiu a dúvida: como é que vou interpelar o entrevistado?
- Ó Senhor Abominável Homem das Neves, será... ou então, Sr. Abominável, dá-me..., ou ainda, Sr. Homem, posso...
É uma questão muito pertinente, não acham? Podia tratá-lo simplesmente por Sr. Neves. Mas Abominável também não fica nada mal, até é um nome simpático. Se bem que os paizinhos dele podiam tê-lo baptizado com outro nome mais jeitoso, sei lá, Asqueroso, Repelente (se bem que este fica melhor nos insectos), Horroroso, Assustador (estes últimos já são mais fraquitos, devo reconhecer).
Vou aproveitar, enquanto espero pelo autocarro 009, que, ao que parece, pára mesmo pertinho da casa dele, para pensar no assunto.
Até daqui a um bocadinho.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

E chegou mais um

Ôi pessoau, tudo bem com vocêsss?
Espero que tenham descansado desta minha longa ausência. Aproveitaram este tempo para colocar a vossa paciência no refrigerador? É que estou de volta...
Não sei se já sabem a novidade, mas a nossa família tem mais um membro. É verdade! O nosso tio António ganhou mais um bom motivo de interesse e uma saborosa dor de cabeça, isto é, um bisneto. É o filho (ou filha?) do filho da Zita - e da sua nora, claro. Peço desculpa pela confusão, mas a minha cabeça não está nada boa para pormenores. Enfim, o que importa mesmo é que somos cada vez mais e melhores. Seria interessante se os pais inserissem aqui uma foto do rebento, para ficarmos a conhecê-lo. Muitos parabéns aos pais e ao bebé.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Não sei se foi por estar impregnado pelo espírito de concórdia e do amor - afinal anteontem foi o Dia Mundial da Paz - ou se apenas o efeito do Möet & Chandon, o certo é que despertei naquele dia com uma energia estranha, disposto a enfrentar este Ano Novo numa onda muito zen.
Ainda deitado abri, primeiro, o olho direito, mas fui obrigado a fechá-lo de imediato, pois fui encandeado pelo brilho resplandecente do sorriso da minha mulher que me chamava para tomar a refeição matinal (algum tempo depois achei que estava a mangar comigo, dado que já passava, e muito, do meio dia). A medo, fui abrindo muito lentamente o olho esquerdo para me habituar à ideia de que estava mesmo acordado. À medida que a luz do dia ia entrando no meu cérebro, também os meus ouvidos se abriam aos sons exteriores: um miar aqui, um chilrear acolá, um ladrar mais ao fundo... só faltava mesmo a música irritante da carrinha Family Frost. Mas era feriado e aquela família não deve ser só gelo.
Depois do almoço até vi, com a ajuda da minha filha, um arco-íris desenhado no céu. Sinal de que o espírito zen foi transversal a todos. Não consegui vislumbrar a totalidade das suas cores, mas acredito que estavam lá todas para mostrar-nos que a natureza é magnificamente bela, magnânima e que majestosamente consegue erguer pontes entre a tempestade e a bonança.
Se a natureza tem essa capacidade nós, seres humanos, logo, filhos directos dela, podemos usar esses predicados para transformar as nossas humanas fraquezas em forças e construir pontes de entendimento.
Não precisam de figurar no livro de recordes, nem atravessar rios larguíssimos. Bastam que sirvam de passagem, estreita que seja, para o coração de quem está mesmo aqui. Ao nosso lado.
Essa ponte será, estou certo, tão bonita e sólida como o arco-íris.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Balanço


Eis que chegámos àquele momento.

Sim! Esse mesmo! O momento de se fazer os já costumados balanços a mais um ano vivido.

Pela minha parte, o balanço foi tão violento que, além de já me sentir um pouco enjoado, fiquei com a cadeira onde estou sentado a pedir reforma.

Vistas bem as coisas, pesando bem os prós e os contras, mesmo sem a ajuda daquela jornalista da RTP1, acho que posso dizer que o resultado final foi positivo. Se não, vejamos: cá em casa conseguimos, pelo menos até há algumas horas atrás, não fazer parte da estatística dos desempregados que o nosso país tão bem tem acarinhado e feito crescer; tirando o reumático e mais uma ou outra maleita de menor importância, a nossa saúde está bem e recomenda-se; a nossa casa ainda não foi abaixo, apesar dos últimos temporais; para finalizar, o núcleo familiar mantém-se coeso e apto a enfrentar novos desafios.

Por tudo isto, o Novo Ano só pode ser recebido com a esperança de que o céu não nos caia em cima - razão tinha o chefe duma certa aldeia gaulesa.

Beijinhos, abraços e, se não conseguirem melhor, que pelo menos tenham um 2010 tão bom como o que pretendo para mim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Certamente já te desejaram um Feliz Natal
e também Próspero Ano Novo
ou simplesmente Boas Festas.

Como não consigo ser mais original
resta-me desejar-te Paz, Amor e Saúde
Para que continues a sorrir
Neste Natal,
No Novo Ano
E nos seguintes...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Árvore Genealógica

Calma! Ainda não é desta que terão o privilégio de ver a Árvore Genealógica da ilustre família Neves.
Primeiro, é necessário recolher todos os dados. E é para isso que peço a colaboração de todos, sem excepção.
Enviem-me nomes, datas e locais de nascimento, de casamento, falecimento de todos os membros de cada ramo da família, incluindo, como não poderia deixar de ser, dos cônjuges, filhos, noras, genros, netos, bisnetos... uff! Vai dar uma trabalheira, mas o resultado final será, tenho a certeza, muito interessante.

Posso adiantar que, com os dados que disponho, e são escassos, consegui apurar que a nossa árvore contém 102 membros divididos por 37 famílias, havendo 64 filhos, o que dá uma média de 1,7 filhos por família. Não é fantastico? Bom, eu sei que é pouco para garantir a renovação da população do nosso país, mas foi o que que pôde arranjar. Pelo menos por agora.

Vá! Comecem já a inundar a m/ caixa de correio electrónico com as preciosas informações.

Até já!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Família de Artistas

Ora, aqui está a divulgação dos dois artistas da família...
com um video do pequeno "concerto" realizado no jantar.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Abominável Homem das Neves

Uma vez que a maior parte do pessoal não tem ligado um chavo ao nosso blog, vou tentar uma nova estratégia. O que é que poderá ser? Deixa cá ver... ah, já sei!
Quem vota a favor de se fazer uma entrevista ao Abominável Homem das Neves?
Ora bem, já vejo uma mão no ar... duas mãos... volta a estar só uma mão (é preciso continuar a escrever)... muito bem, vejo agora uma pata... duas patas... ok, afinal era só o meu gato a caçar uma mosca que passevava alegremente à volta do seu focinho. Então Pantufa, estás a lamber os beiços? Que rica caçada, heim, também lambes as patinhas, sim senhor, e as patinhas de trás, e a barriguinha, oh! oh! Pantufa, isso não se lambe! Ai o raio do bichano...
Bom... foi aprovado por unanimidade (VIVA! BRAVO!) e aclamação, fazer-se a primeira, a única, a nunca antes conseguida, entrevista ao Abominável Homem das Neves. Entrevista que fará manchetes nos principais media do mundo, da Europa e, quiçá, de Portugal. Ficará nos anais da história do jornalismo global, planetário, universal!
Só falta decidir a quem será entregue tão honrosa e espinhosa missão.
Está neste preciso momento reunida a administração do blog para tomar esta importante decisão. Vamos aguardar só mais uns instantes... ouve-se algum burburinho... também alguns gritos... coisas a cair... algumas sirenes... Aí está! Após acesa discussão, que teve de ter a intervenção das forças de segurança, tão acesa ela estava, vem ao púlpito o porta-voz da administração com a cabeça enfaixada, um braço ao peito, amparado por dois enfermeiros, um deles também transportando uma garrafa de soro, dar a conhecer a decisão: and the winner is... (e o vencedor é...) temos agora um momento de suspense, ouvindo-se em fundo a canção dos Queen "We Are The Champions" (vamos lá malta, acendam os isqueiros e agitem-nos, primeiro para a esquerda, depois para a direita, isso, fabuloso) SOU EEEEEEUUUUU! Fantástico! Fenomenal! Inacreditável! Sinto-me o Special One das entrevistas!
- Senhoras e senhores, amigas e amigos, antes de mais, quero deixar um agradecimento muito especial à minha mãe, à minha mulher, à minha filha e também ao meu gato (o caraças do bicho não pára de se lamber!!??), porque sem eles nunca conseguiria atingir o Pico da glória, nem a Estrela (perceberam o trocadilho? Pico... Estrela... não? ok, adiante). Não posso esquecer a administração que tão amável e cordatamente decidiu atribuir-me esta deslumbrante e arriscada tarefa. Também quero agradecer ao meu público que tem sido incansável na demonstração do carinho que tem pelo meu trabalho, por exemplo, quando me remete, por via aérea, vários tomates muito madurinhos e sumarentos, ou quando me aconselha a aliviar o stress cuidando da pelugem dos símios. São, sem dúvida, momentos inesquecíveis. Termino aqui os meus agradecimentos, porque já tenho o teclado todo molhado. Não, não é das lágrimas, é da saliva do gato, que agora lembrou-se de lamber o teclado... o monitor... larga isso Pantufa, esse não é o teu rato!...

Jantar de primos


Para recordar o momento de 14 Novembro de 2008. O 1º jantar de primos que também deve ficar registado no blog!!!


Bjs
Cristina Teixeira

Iupi, já sei colocar fotos no blog.
É muito simples, basta seguir as indicações do
primo Tino :)-

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Avós e tios

Esta é mais uma foto gentilmente enviada pelo tio Joaquim.

Aproveito para deixar aos primos (e só a estes) uma tarefa hercúlea. Nada mais, nada menos que identificar neste retrato - era assim que se dizia antigamente - o(a) seu(sua) progenitor(a).
Pois é, pessoal, dessa vocês não se livram. Toca a apurar essa visão ou para os mais vesgos, como eu, arranjar uma lupa.
É claro que eu já avistei a minha maezinha: é a terceira a contar da esquerda - e da direita também, na fila do meio.
Não vale copiar pelo vizinho do lado.
Esta prova é escrita, pelo que as respostas devem ser dadas como "comentário".
E esta, heim?

Até à próxima.

Post scriptum: As excepções são os tios que não deixaram descendência. Esses poderão ser identificados pelos irmãos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Avós Albertino e Emília e neto Jaime Paulo


O tio Joaquim enviou-me uma foto dos avós Albertino e Emília com um dos seus netos - o Jaime Paulo. Se não estou errado, essa foto foi tirada junto à casa onde moravam, na Rua Padre Costa.

É sempre bom rever imagens antigas e, também, descobrir as diferernças entre o Jaime Paulo daquela écopa e o actual.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Família

Há famílias e famílias.
Em todas elas, se quisermos procurar atentamente, encontraremos algo que as distingue das demais. A sua origem, seja geográfica, étnica, de estrato social ou cultural, serão, claro está, indicativos marcantes de diferenciação. Mas outros há que poderão contribuir decisivamente para tornar uma família única, como p.e., traços fisionómicos, a quantidade dos seus membros, a excentricidade de um ou mais elementos que a constituem, etc.
Mesmo correndo o risco de tomar a árvore pela floresta, ou seja, fazer uma generalização considerando aspectos pouco abrangentes, há sempre a hipótese de encontrar o fio condutor de uma família.
Há quem afirme que os laços de sangue são a pedra de toque do carácter de um conglomerado de indivíduos, como é a famíla.
Talvez seja.
Há, também, quem assevere que sem esses laços, simplesmente ela não existe.
Discordo.
Se assim fosse, forçoso seria que a família se fechasse sobre si mesma, não procurasse no exterior o que nela não encontra, não se expandisse e, por fim, se esvaziasse.
Quantos de nós já não ouvimos alguém dizer que esta ou aquela organização, esta ou aquela pessoa é a sua família?
O sangue é muito pouco. O amor, é tudo.
Quando uma família se limita a ter laços de sangue, deixa de o ser.
Quando uma família alimenta o amor, a dedicação, a preocupação pelo outro, a amizade, o carinho, então será uma família com futuro.
Estaremos empenhados em alimentar a nossa família e conhecer o nosso fio condutor?

A chegada


Várias camadas de roupa fina, por isso inadequada ao inverno portugês, tolhiam os movimentos mas não conseguiam aplacar o frio intenso que sentia.
Expectante, desejoso de penetrar no desconhecido, estava eu no convés do transatlântico aguardando que atracasse ao cais.
Tremia, mas já não sabia se do frio, se da ansiedade.
Estávamos a 28 de Fevereiro de 1972. Nove dias antes a minha mãe, a minha irmã e eu, tínhamos embarcado no Rio de Janeiro, com a temperatura do ar a rondar os 40º .
A partida é sempre dolorosa. A chegada, uma incógnita. Muito foi deixado para trás. Muito aqui foi encontrado.
Se nada apaga o passado, também nada determina o futuro, apenas nós.
Vim encontrar um país que era (é) o meu mas que eu desconhecia. Uma língua que, sendo a mesma, era tão estranha. Pessoas das quais só sabia um ou dois nomes, mas que não tinham rosto. Ou se tinham, estavam muito desfocados nas fotografias da minha memória.
O inverno tornava ainda mais sombria a primeira imagem que tive de Portugal. Frio, escuro, triste, melancólico, muitas mulheres vestidas de preto, até os automóveis... não me lembro de ter visto um que não fosse antigo e preto. Era o nosso país. Aqui teríamos de refazer a nossa vida. Assim iríamos fazer.
A receber-nos, alguns familiares: os tios Quim, Tina, Toni e o nóvel primo Rui. Abraços, beijos, histórias adiadas contadas de uma assentada.
Depois de uma noite de repouso em Lisboa, rumámos ao Porto. Viagem longa e tormentosa num comboio que parava aqui, parava alí, parava em todo o lado. A paisagem, quase sempre a mesma, campos, campos e mais campos, mostrava um país profundamente rural. Ainda na Estação de Santa Apolónia, creio que aprendi a primeira palavra em calão português: GATUNO. Estava gatafunhado numa balança no átrio da estação. Indaguei acerca do seu significado. A resposta do tio Quim foi perentória: nada tinha a ver com os felinos, pelo menos na acepção literal. Outras se seguiram: fato, comboio, campos, bouças, etc.
Chegados ao Porto, dirigimo-nos a S. Mamede, à casa dos avós, na Rua Padre Costa. Se não estou errado, na casa contígua à que nasci.
Aí tínhamos a receber-nos o resto da família. Novamente beijos, abraços, choros, perguntas, muitas perguntas. A imagem que mais vivamente guardo na memória é a do meu avô. Cabelos brancos, pouco falador, mas transbordante de felicidade.
Um turbilhão de emoções. Para mim não foi inesperado, mas muito confuso, desgastante e ao mesmo tempo compensador. Afinal, também aqui tinha uma família. Numerosa. Atenta. Acolhedora.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Gerações da familia NEVES


1ª Geração

2ª Geração

3ª Geração

Conjugues







domingo, 22 de novembro de 2009

A História dos Neves

O PIONEIRO
Muito pouco ou mesmo nada posso dizer acerca do meu avô materno.
Consta que era originário de Valbom e que um dia rumou ao Porto em
busca de trabalho remunerado e, acrescento eu, de aventura.
Ao que parece, além do ambicionado trabalho também encontrou a sua
alma gémea, encarnada numa jovem casadoira, filha dos donos da casa
onde se hosperada.
Ele, o António. Ela, a Aurora. Os seus apaixonados olhares - e não só
- cruzaram-se e a Mãe Natureza fez o resto.

E O RESTO FOI...
O nascimento de 7 lindos rebentos. O primogénito recebeu o curioso
nome que, ditou o destino e a tradição de se atribuir ao afilhado o
nome do padrinho , fosse herdado por mim e por um primo mais velho.
O Albertino cresceu, fez-se homem e veio a conhecer a jovem Emília,
que desposou.
Infelizmente desconheço as origens desta jovem que viria a tornar-se a
matriarca da família Neves. A matriarca sim, pois dela nasceram 8
meninos e 3 meninas, que tornar-se-iam mancebos e moçoilas fortes e
bonitos q.b., para atingirem a idade adulta , casarem e se
multiplicarem.
Todos, menos 2, que por nos terem deixado mais cedo, não puderam
cumprir a última etapa.

AGORA SIM, O INÍCIO
Para não torrar mais bits, tempo e a paciência dos caríssimos leitores
e amigos - supondo que existem uns e outros - até porque a faladura já
vai longa, vou considerar que Os Neves tiveram o seu início no casal
Emília e Albertino.
Sabemos que não é verdade, mas irá dar muito jeito para a criação
partilhada de uma espécie de História da Genealogia Neves, tão
completa quanto possível, com nomes, datas e, porque não, fotos.

QUEM QUER CONTRIBUIR?
Não. Não estou a fazer um peditório para auxiliar os mais desfavorecidos.
O que pretendo é algo bem mais comezinho: os tais nomes, datas e as
fotos já referidas, curiosidades e tudo o mais que possa contribuir
para um melhor entendimento da nossa família.
Conhecer algumas particularidades d'Os Neves - venham daí as
bisbilhotices - poderá trazer uma nova luz ao nosso passado que, bem
aproveitada, sobretudo se forem utilizados painéis fotovoltaicos,
poderão iluminar o nosso futuro familiar.


Albertino Neves Costa